Galveias de volta

Quando eu era estudante, gostava muito de ir ler e estudar para o jardim do Palácio Galveias, ao Campo Pequeno, onde havia uns pavões que às vezes largavam uns gritos impossíveis. Esta Biblioteca, que pertence à Câmara Municipal da capital e estava encerrada há cerca de dois anos, acaba de reabrir depois de obras importantes que transformaram um espaço de leitura para cerca de 100 pessoas noutro com mais de 330 lugares. Prestes a completar 86 anos de existência, a biblioteca tem um acervo de cerca de 120 000 documentos e é um sítio muito especial e luminoso onde, ao longo do tempo, se têm realizado, dentro e fora do edifício, vários lançamentos de livros e exposições (e agora já não há pavões para interromperem os discursos, pois foram postos no Museu de Lisboa, uma vez que fugiam para os túneis da Avenida João XXI e punham a sua vida e a dos automobilistas em risco.). Além de novas valências, como dois balcões para empréstimo de livros, uma loja e computadores para que os leitores possam aceder à Internet, há ainda novidade de uma máquina de auto-empréstimo, que permite a devolução de materiais fora da hora do expediente, e de um projecto de apoio aos sem-abrigo da zona, ensinando-os, por exemplo, a fazer um currículo. Estou morta por lá ir dar uma espreitadela. (A foto abaixo é de Enric Vives-Rubio, do jornal Público.)


 


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Comentários

  1. Emílio Gouveia Miranda19 de junho de 2017 às 01:25

    Um lugar fantástico pelo que pude depreender de um pequeno vídeo posto a circular e a que tive acesso. A visitar.

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  2. Não conheço mas vi recentemente a reportagem na televisão.
    Parece que era para essa biblioteca que o José Saramago ia ler pois só aos 19 anos conseguiu comprar o seu primeiro livro.
    E que descobertas lá fez!
    Ele gostaria de saber que foi renovada...
    :-) Antonieta

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  3. É um sitio muito agradável, como são todos os que abraçam a cultura.

    Também lá quer passar um dia destes.

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  4. Pois é, já uma amiga frequentadora habituada, me falou nessa biblioteca dizendo ser lugar muito agradável para estar a ler. Também desejo espreitá-la. E usufruir do espaço, se possível.

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  5. Fui seu utente há muitos anos porque era possível ficar a utilizar livros e documentos até mais tarde, desde que os requisitasse no horário normal. Com este restauro e esta requalificação, ainda que frequente uma biblioteca que me fica mais à mão e de que gosto muito, a de Telheiras, tenho que lá voltar.

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  6. Cláudia da Silva Tomazi19 de junho de 2017 às 04:55

    Um lugar cheio de história; guarda-as (e) guarda-lhes "falsos" vícios.

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  7. António Luiz Pacheco19 de junho de 2017 às 06:00

    Uma boa notícia, portanto!
    E, aludindo ao que diz a Cláudia, é interessante olhar à sua história uma vez que foi construído para habitação dos malogrados Távora - por ironia eles também ligados à literatura. Posteriormente comprado pelo Conde das Galveias (Melo e Castro) também ligados à literatura... daí para a frente, sinceramente não sei, mas ter acabado em biblioteca é mesmo curioso!!!

    Quanto ao planeado apoio aos "sem-abrigo", parece-me que se estão a misturar coisas e correndo o risco de desperdiçar recursos para nada! Não estou a ver assim tantos sem-abrigo interessados em fazer currículos, por exemplo... e muito menos em leitura! A idéia romântica e romanceada que se faz dos sem-abrigo pode ser-lhes prejudicial, afastando a realidade deles e não lhes dando aquilo que precisam, mas aquilo que se acha que lhes convém...

    Saudações enlutadas cá da Cidade Morena, e, um momento de pesar pela Nossa Gente!

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  8. Muitas horas extraordinárias lá estudei...

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  9. António Manuel Venda19 de junho de 2017 às 09:41

    Em 2013 foram fantásticos no apoio que me deram no lançamento de uma nova edição do meu primeiro livro, assim como à Just Media e também à Junta de Freguesia de Monchique, que quase se mudou de armas e bagagens para a biblioteca durante um dia. https://www.facebook.com/quandoopresidente/
    Vou voltar rapidamente para ver como ficou tudo depois das obras.

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