Um novo romancista?
Há vários anos, ainda na Temas e Debates, publiquei, com o Círculo de Leitores, a biografia de Bill Clinton – My Life, no original – um verdadeiro tijolo com revelações extremamente interessantes, sobretudo na época (a edição mundial foi, creio eu, em 2005 e tivemos de correr muito para traduzir tudo e ter o livro pronto na data). Não me recordo de o ex-presidente ter uma escrita especialmente elegante – e fiquei agora surpreendida com a notícia de que, em breve, escreverá a sua primeira ficção: The President is Missing. Ao que sei, Clinton vai ter, porém, uma ajudinha do seu companheiro de golfe, nada mais nada menos do que o ultrapopular James Patterson, que colecciona best-sellers nos Estados Unidos, embora por cá ainda não tenha realmente vingado. Intriga, suspense e drama nos corredores do poder é o que promete esta dupla, que também já explicou que o thriller anda à roda da Casa Branca, lugar de que Bill Clinton tem um conhecimento privilegiado, o que fará deste romance muito provavelmente um dos mais «informados» sobre a matéria. Poder-se-ia pensar que Clinton teve a ideia e que a sugeriu ao amigo escritor (os dois ganhariam com o livro a meias, penso eu), mas a verdade é que a ideia partiu de uma terceira pessoa. Quem? O advogado de ambos… Está-se mesmo a ver o que não vai o senhor doutor ganhar com isso.
Espero que exista alguma ironia no título da posta, "um novo romancista?", que pela informação será feita com as mãos e o talento do amigo do golfe. :)
ResponderEliminarAssim espero, caro Luís.
EliminarQuanto ao talento do amigo, já não concordo.
Com James Patterson? Está tudo dito, li a notícia há 2 semanas no The Guardian e nem me espantei.
ResponderEliminar0 qualidade mas bolsos cheios. O normal hoje em dia, infelizmente.
Confesso que é tema de leitura que pouco me interessa... os jogos de poder, intriga e corrupção nos corredores da casa branca.
ResponderEliminarOs EUA de que gosto e me interessam são outros... e não são os do Clinton (nem do Obama...) , esses são os EUA da hipocrisia e da falsa moralidade, da insensibilidade mascarada de politicamente correcto. Onde as secretárias da presidência praticam o onanismo aos presidentes que são impolutos e exemplos de virtude, e estes depois vão ao congresso explicar a coisa e elas ganham celebridade e fama por isso.
Não... os EUA de que gosto e me interessam são aqueles a que o Trump soube falar e trouxe para a ribalta - o que não quer dizer que goste ou apoie o Trump, apenas estou a dizer que são esses EUA aqueles que me interessam, os de Homens e Ratos, Ferrugem Americana, Bairro da Lata, As Vinhas da Ira, O Inverno do Nosso Descontentamento, Amar Não é Pecado, A Estrada do Tabaco!
Clinton não vai ser a minha leitura, certamente...
Saudações politicamente incorrectas cá da Cidade Morena!
Tanto pode ser isso, como as gravuras rupestres.
ResponderEliminarQue seria um sucesso também.
Ele há seres muito dotados.