Correntes

Hoje começa a 18ª edição das Correntes d’Escritas, o festival literário mais concorrido de Portugal (já estiveram uma vez mais de setecentas pessoas numa sessão!). De tal modo assim é que não há quem não queira lá estar – e amanhã, na sessão de inauguração oficial, que se realiza no Casino, o encontro contará com a presença do Presidente da República e do Ministro da Cultura (Luís Filipe Castro Mendes, que, sendo poeta, é um dos finalistas do Prémio Correntes d’Escritas/Casino da Póvoa). A conferência que abre o encontro será da responsabilidade de Francisco Pinto Balsemão (estou curiosa sobre a sua relação com os livros e a leitura) e, até sábado, teremos tempo para ouvir em mesas-redondas numerosos autores: Eugénio Lisboa, Hélia Correia, Mário Cláudio, Valter Hugo Mãe, Inês Pedrosa, Teolinda Gersão, Karla Suarez, Claudia Piñeiro, Paula de Sousa Lima, Germano Almeida e muitos, muitos outros. Há, como sempre, sessões em escolas, exposições, concertos e filmes, leituras de poesia e lançamentos de livros. E uma novidade: grupos de escritores, tradutores, ilustradores, fotógrafos, vão juntar-se um dia para produzir e ilustrar textos sobre a Póvoa de Varzim que serão posteriormente publicados. Eu vou lá estar (como não ir?) e, por isso, até segunda-feira vou deixar aqui os Extraordinários à míngua, mas prometo que, no regresso, hei-de contar-vos tudo. Até segunda!

Comentários

  1. Emílio Gouveia Miranda21 de fevereiro de 2017 às 02:27

    E vivam os livros! E sobrevivam aos autores! E sejam lidos pelo seu valor, não pelo seu preço. E sejam conhecidos pelos seus mundos, mais do que pelos mundos que os geraram. Enfim: vivam os livros e todas as ocasiões que os exortam!

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  2. Até segunda!
    E vai ser bom de certeza, é sempre bom.
    Quanto ao Balsemão, para além de estar ligado ao Prémio Pessoa (que não é só de livros mas de todas as artes), apenas conheço o prefácio que ele escreveu para O Grande Gatsby, edição do Clube do Autor e o livro Os Poemas da Minha Vida (edição do Público, 2006) - esta selecção de poemas, muito focada em Camões e Pessoa, curiosamente termina com um poema do Luís Filipe Castro Mendes, actual Ministro da Cultura, e que eu costumava seguir no blog Tim Tim no Tibet.
    Eu, à falta de melhor, vou seguir o Correntes pela Antena 2.
    :-) Antonieta

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  3. Todos os festivais são bem vindos, Óbidos, Matosinhos, etc. A Póvoa não fica propriamente ao pé da porta e a minha actividade profissional não me permite a deslocação; porque é que não há um festival destes aqui por Lisboa ou arredores, Sintra, por exemplo, vila literária por excelência. Fica a sugestão para quem de direito!

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  4. Desculpem pôr aqui este comentário que nada tem a ver com as Correntes, a que nunca fui, com muita pena minha, pois não costumo estar em Portugal nesta altura. E pensar que morava em V. N. Gaia, antigamente, tão perto da Póvoa...

    Mas o que me leva hoje a comentar é a discussão de há dias sobre os mitos históricos criados e/ou alimentados pelo Estado Novo. Mais uma vez se confirma que continuam a dominar o nosso imaginário coletivo, neste interessante artigo:

    http://www.dn.pt/artes/interior/a-historia-esta-mal-contada-ines-de-castro-nao-era-assim-5605845.html (http://www.dn.pt/artes/interior/a-historia-esta-mal-contada-ines-de-castro-nao-era-assim-5605845.html)

    «Ana Maria Rodrigues confirma: "Ainda estamos muito influenciados pela história do Estado Novo, pois os reis e rainhas de que mais se gosta ainda são os mesmos que se elogiavam na instrução primária há 50 anos."»

    A mim o que mais admira é não se atualizarem os programas escolares! Porque nada, ou tão pouco, se faz para mudar o ensino da nossa História, quando há trabalhos excelentes dos historiadores atuais? Não dá para perceber!
    Já agora, quero deixar claro que não culpo Herculano, que fez o melhor que podia, com os recursos do seu tempo. Mas é preocupante que se continue a usar a sua versão.

    Acrescento ainda que muito me desgosta que, segundo o artigo, até os autores de romances históricos continuem a propagar os mitos! Claro, é ficção. Por mim, posso falar: um dos meus objetivos, ao escrever ficção histórica, é precisamente acabar com esses mitos, baseada nas mais recentes publicações, que tentam dar a conhecer a faceta humana de personalidades que nos habituámos a encarar como se fossem divindades!

    E pronto, deixei aqui este apelo, confiando na generosidade da nossa Extraordinária anfitriã.



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    Respostas
    1. Tentei fazer link do link, mas não deu certo.

      Aqui vai, mais uma vez, de forma simples, para evitar confusões. Os interessados têm de copiar e colar, sorry:

      http://www.dn.pt/artes/interior/a-historia-esta-mal-contada-ines-de-castro-nao-era-assim-5605845.html

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  5. Então até segunda. E que sejam extraordinários dias. Talvez ainda ecoem na blogosfera.

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  6. Emílio Gouveia Miranda22 de fevereiro de 2017 às 03:57

    Boas Correntes. Bom regresso!

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