Que há-de ser de nós

Anabela Mota Ribeiro é imparável: escreve livros, organiza festivais, faz entrevistas, grava programas de TV, alimenta um blogue… Ufa! Há gente que tem um enorme talento para organizar o próprio tempo! As sessões Ler no Chiado, na Livraria Bertrand, são também da sua responsabilidade uma vez por mês, e hoje os versos da canção de Sérgio Godinho «Que há-de ser da longa batalha/ que nos fez partir à aventura?/ que será, que foi/ quanto é, quanto dura?» servirão de mote para uma conversa que se adivinha bem interessante, até porque, em tempos de «trumpismo», são chamados a dividir as suas opiniões sobre «o que vai ser de nós» o escritor norte-americano-português-de-alma Richard Zimler – um excelente comunicador –, o professor de Direito Eduardo Paz Ferreira (um homem cujo saber é profundamente abrangente e publicou recentemente o livro de ensaios e crónicas Por Uma Sociedade Decente) e a escritora e jornalista muito premiada Ana Margarida de Carvalho. Modera quem? Ora, Anabela Mota Ribeiro. É às 18h30, na Bertrand do Chiado.

Comentários

  1. Li hoje que resolveram anular o prémio Agustina Bessa-Luís à Carla Pais.
    Menos 10 mil euros deve doer um bocadinho. E não se saber as regras também!

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    1. Alguém que faz um comentário deste tipo, sem qualquer relação com o post de hoje, mantendo-se anónimo, merece isso mesmo: ser anónimo.

      Rui Miguel Almeida

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    2. Doerá, não duvido. Mais ainda à entidade a quem a Carla tinha decidido doar o dinheiro.
      .......................................................
      Incrível a genica da Anabela; é fibra transmontana, só pode. E os oradores são do melhor, tenho muita pena de estar (sempre) longe.

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    3. É só uma provocação:
      — Ó Caríssimo extraordinário JPC, essa da fibra transmontana é tremendamente reaccionária, não acha? e, já agora, ter genica e ter fibra não equivale a dizer que alguma vez a AMR tenha verdadeiramente "vergado a mola" - é que são coisas diferentes!
      Mas o Luís Eme tem razão, lá bem gira é ela...

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    4. Não me parece que a Carla Pais tivesse decidido doar o dinheiro todo. Disse aqui que era uma parte, sem clarificar quanto.

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    5. 1. O romance da Carla Pais, Mea Culpa, é muito bom. Quando o li, em 2015, disse-lhe que tinha condições para ganhar qualquer prémio. E tinha.
      2. Ganhou e agora o prémio foi retirado. Porque, segundo o comunicado da organização, a Carla já tinha publicado matéria romanesca. A "prova": o site da C. M. de Leiria chama romances a publicações anteriores. E o que está escrito no site serviu para desclassificar a vencedora. Pelos vistos, sem direito a defesa.
      3. Não foi o primeiro prémio, nem a primeira obra da Carla; mas confundir conto com romance é confundir o cu com as calças, tal como o é anular um prémio de romance por a autora ter antes publicado "matéria romanesca" (cito de memória).
      4. Um abraço de solidariedade, Carla! Não te deixes abater nem por este revés, nem, sobretudo, pela maledicência.
      José Cipriano Catarino

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    6. Caríssimo, gostaria de o tratar pelo nome, pois costumo discutir com pessoas que gostam de dar a cara ao assunto! Quanto ao seu comentário tenho a dizer-lhe que, como pode verificar pelo avançar da hora, nem durmo a pensar naquele dinheirinho! Anónimo, agradeço-lhe sinceramente as dores, mas não se preocupe muito comigo nem com a minha carteira, pois ando a preparar uma tenda para montar à beira da gare de Lyon a ver se vendo umas velharias...

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  2. Não sei se poderei ir á Bertrand mas as entrevistas da Anabela que estão, aliás no seu blogue, são excepcionais, além da qualidade revelada em tudo em que se envolve ; é uma mulher dos sete ofícios e em todos se sai bem. É de uma simpatia (conheço-a apenas de programas televisivos sobre livros) que cativa qualquer pessoa.

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  3. Também eu tenho uma boa opinião sobre as entrevistas realizadas por Anabela Mota Ribeiro mas o mau programa de TV que foi o 1o "Curso de Cultura Geral" fez-me vacilar. Talvez este tenha resultado apenas de um mau exercício de televisão e as suas qualidades se tenham mantido intactas.

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    1. António Luiz Pacheco12 de janeiro de 2017 às 05:40

      Também tenho boa-pata (deve ser o contrário de mala-pata?) com a Anabela Mota Ribeiro... já o Richard Zimmler... enfim opiniões são opiniões e todos temos direito a elas, mas não comungo em nada com aquilo que ele pensa e nem gosto sequer de o ouvir... ler, nunca o li.

      Quanto áquilo da minha Amiga Carla Pais, fico estupefacto com a novidade, ésságora! Quem dá e torna a tirar, ao Inferno vai parar!

      Saudações resignadas cá da Cidade Morena

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  4. Gosto da Anabela "perguntadora" (que também é gira).

    Apesar das críticas, achei normal o programa de domingo à noite, embora não ache o título grande coisa.

    Foi uma conversa normal (dentro do possível, porque a câmara está lá...) entre quatro pessoas cultas, com vários pontos de interesse.

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    1. António Luiz Pacheco12 de janeiro de 2017 às 07:01

      Concordo inteiramente consigo, e, muito em particular no que tange ao nome do programa! É infeliz e até desadequado...

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    2. Só vi uma parte do programa, pois tive de interromper e a "box" recusou-se a recomeçar, mas do que vi também não compreendi as críticas. Quatro pessoas cultas a conversarem, obviamente num nível superior ao que estamos habituados a telever, por exemplo nas intermináveis e inacreditáveis conversas diárias sobre o futebol pimba que também são cultura, bem sei, mas enjoam.

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  5. Voltando ao conceito de cultura. As quatro pessoas do programa de televisão estarão convictas de que "são" a cultura e a maioria dos que assistem (que são muito poucos) concordam, mas é apenas uma parte da cultura, a menor parte. Contudo não me surpreenderia que na próxima o mesmo conceito se fizesse representar por um encenador, uma coreógrafa e um crítico de cinema, por exemplo. Não insisto no problema de aquele modelo de programa ser um mau exercício de televisão.

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    1. António Luiz Pacheco12 de janeiro de 2017 às 07:02

      Inteiramente de acordo!

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    2. Acho eu que, e fazendo a vontade ao Pacheco, no próximo programa da marmita da cultura, deveria ir lá um tasqueiro, um amola tesouras e um bufarinheiro.

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    3. Mas isso pode ver todas as manhãs e tardes na sic, na tvi e na rtp-1 e escusa de se deitar tarde ao domingo.

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    4. Talvez, contudo seria uma oportunidade para a glamorosa Anabela Mota Ribeiro falar com o povo...

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    5. É um facto que sim, mas para variar essas pessoas (que o são como as outras e têm igualmente interesse, se se souber conversar com elas...) podiam ter a oportunidade de ser entrevistados por alguém inteligente... porque pimba com pimba dá repimba!

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    6. Que comentário mais mesquinho, ASeve.
      Tanto fel deve dar imensa azia.
      Olhe, tome uma pastilha...

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  6. Extraordinário ASev
    Está a ironizar, claro. Por mim, gostaria que num forum daquele género alguém falasse com paixão do que foi o percurso cultural que transformou o sonho de voar na invenção do avião. Ou o que fez os "povos de Roma" deixarem os teatros às moscas e irem em massa para as arenas. Enfim, esforços para reduzir a componente "artes e espetáculos".

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  7. Cláudia da Silva Tomazi12 de janeiro de 2017 às 13:22

    Diz a máxima: lagoa de piranha, jacaré nada de costas. Sexo frágil...

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