Males invisíveis
Quando por vezes entrevistam os vizinhos de um homem que matou a mulher ou a namorada, esses dizem que não faziam ideia de que o assassino fosse uma pessoa violenta ou perturbada. Por outro lado, na sequência de um suicídio, amigos e famílias ficam frequentemente surpreendidos e à procura de razões. O desequilíbrio e a doença psíquica podem ser invisíveis e, mesmo quando o não são, representam um estigma que leva muita gente a não procurar uma saída enquanto é tempo. Uma Dor tão Desigual resultou de um desafio feito pela Ordem dos Psicólogos a oito autores para que explorassem as fronteiras múltiplas e ténues que definem a saúde psicológica e o que dela nos afasta. Em estilos muito diferentes, um leque extraordinário de escritores (Afonso Cruz, Dulce Maria Cardoso, Gonçalo M Tavares, Joel Neto, Maria Teresa Horta, Nuno Camarneiro, Patrícia Reis e Richard Zimler) brinda-nos com textos que mostram como qualquer um de nós pode viver momentos difíceis e precisar de ajuda. São histórias de perda, solidão, fraqueza e delírio, mas também de esperança e humanidade. Pretende-se com este livro combater preconceitos, despertar consciências e ajudar a encontrar uma saída. A capa é do magnífico André Letria.
Uma nobre iniciativa, em forma, conteúdo e objectivo... diz-se que nunca houve tantos casos como hoje em dia... não sei pois nunca me dediquei à estatística, mas se calhar sempre os houve, só que eram menos falados e até assumidos.
ResponderEliminarAliás quando se fala sobre o que quer que seja diz-se sempre que na actualidade ou há mais ou está pior... pessimismo, enfim. Uma coisa é certa, há uns (e muito poucos) anos atrás não havia este espaço Extraordinário, que se formos a ver também tem o seu quê de terapêutico!
Saudações positivas cá da Cidade Morena!
Uma capa excepcional. Parabéns ao Autor.
ResponderEliminarQue bela iniciativa. O dia 10 de outubro, Dia Mundial da Saúde Mental, já pode contar com mais uma preciosa ajuda para as iniciativas várias dessa comemoração. Este livro poderá ser um óptimo instrumento. Parabéns aos intervenientes.
ResponderEliminarSaudações
Vivemos a época das iniciativas. Esta é mais uma. Boa, por sinal. Ou pelo menos espera-se que boa, vinda de quem vem. Um livro de contos sobre sofrimento tão igual em pessoas que se sentem com ele desiguais, é pelo menos, ideia interessante. Não penso que resolva. Mas pode despertar alguma compreensão.
ResponderEliminarTal e qual como os que morrem —uma jóia de pessoa, bem educado, sempre respeitador, quem diria...
ResponderEliminarEste blogue levava-me à ruína se não pusesse travões ao entusiasmo que me consegue transmitir...
Li este livro há poucos dias. Tem contos extraordinários, nem consigo dizer de qual gostei mais (e também não gostei de todos), até porque os estilos são muito diferentes entre si. Nunca tinha lido nada de Richard Zimler, e o seu conto fez-me querer ler mais coisas dele. Estou a pensar começar por "O último cabalista de Lisboa".
ResponderEliminarRui Miguel Almeida
«dizem que não faziam ideia de que o assassino fosse uma pessoa violenta ou perturbada»; «na sequência de um suicídio, amigos e famílias ficam frequentemente surpreendidos e à procura de razões».
ResponderEliminarO desequilíbrio e a doença psíquica NUNCA são invisíveis. As pessoas é que vêem apenas aquilo que querem ver.
Uma iniciativa louvável, composta por contos deliciosos. Já os li e não sei ainda eleger um no meio de tanta mestria e tanta diversidade. Estão de parabéns todos os intervenientes, por mais este gesto de sensibilidade e de estímulo da empatia para com o outro (ou não fosse a literatura uma forma de expressão fundamental nesse desígnio de nos tornar mais humanos, mais conscientes e mais sedentos de um mundo melhor).
ResponderEliminarTambém no que diz respeito à aliança entre saúde mental e literatura, aproveito para convidar os extraordinários leitores e autora deste blogue a ler a colectânea "Mens Sana", promovida pela editora Livros de Ontem em parceria com a Fundação João de Deus. Os autores dos textos não são do gabarito dos da colectânea lançada pela Teorema, mas acredito que talvez vos possam igualmente surpreender (http://livrosdeontem.pt/produto/mens-sana-colectanea/).
A apresentação da colectânea "Mens Sana" terá lugar na Leya na Bucholz, na sexta-feira, 14 de Outubro, pelas 18h00. Estão todos convidados.
Um abraço!
Eduardo Duarte.
O tema é interessante, a capa é apelativa e o elenco é de luxo: vou
ResponderEliminarespreitá-lo na minha próxima ida à livraria.
:-) Antonieta