Leitura biológica

Que ler faz bem à nossa eterna ignorância já todos sabemos – todos os que lemos e gostamos, bem entendido, porque haverá muitos que, por causa de uma má experiência inicial, provavelmente não acreditam nos benefícios da leitura. Que ler faz bem à mente, também parece não haver grandes dúvidas, ajudando tantas vezes a ultrapassar a solidão e os estados depressivos, por exemplo. Mas que a leitura traga benefícios também a nível puramente físico, isso é que pode ser uma surpresa. Efectivamente, uma equipa de cientistas norte-americanos da Universidade de Emory que estudou os efeitos da leitura no cérebro acaba de concluir que ela tem efeitos biológicos – e que, lido um livro estimulante, se verificam alterações no córtex cerebral esquerdo, na área que gere a linguagem, ao longo de pelo menos cinco dias. Ou seja, os neurónios comportam-se como se enganassem a mente, como se estivessem a comandar uma acção que, na verdade, não está a ser realizada senão pelas personagens da obra. Mas, por causa da identificação com estas, basta ao leitor pensar em correr que o seu cérebro se põe a mexer imediatamente, como se o leitor corresse de verdade, e fica assim activo por cinco dias. Uma espécie de exercício físico para o órgão mais importante de todos.

Comentários

  1. mesmo que exista algum exagero nesta "novidade", claro que a leitura faz mexer com muitas zonas do misterioso cérebro.

    as viagens que fazemos com um livro...

    as ideias que nos surgem através da leitura...

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. António Luiz Pacheco22 de janeiro de 2014 às 02:36

      SEM DÚVIDA!
      Caro Extraordinário Luis Eme!

      A leitura além de alimentar o imaginário, satisfaz a curiosidade e cria-nos tantas sensações que não duvido que sim, que nos afecte ao nível físico!
      Já me aconteceu ler grandes livros e acabar de os ler completamente estafado, tal o impacto e o que me envolvi na acção!

      Saudações do Bairro Ribatejano

      Eliminar
  2. Será por isso que chego à noite tão cansado? De tal forma que se me sento em frente à televisão prontamente adormeço?

    ResponderEliminar
  3. Ó José-Catarino qualquer pessoa minimamente intelectualmente sã adormece de imediato quando se senta em frente à televisão...disso não tenho qualquer dúvidas e então se tem o azar de lhe aparecer o Mr. ED (o cavalo que fala -no feminino-) então é tiro e queda...

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Quem é o Mr Ed no feminino? (ou esta pergunta não se faz? Atenuante: vejo pouca TV)

      Eliminar
    2. Beatriz, se calhar és muito nova mas na minha infância havia uma série que era o Mr. ED - O CAVALO QUE FALA, então e não é que é tal e qual a "fuça" da apresentadora daquele absoluto, nojento, inenarrável e vergonhoso programa A CASA DOS SEGREDOS...

      Eliminar
    3. Oh, nem me lembro que esse programa existe. Coitada da senhora.

      Eliminar
  4. assim se explicariam os efeitos nefastos de desequilíbrios no ritmo e harmonia de muita literatura ||| cardiopatias adquiridas em livrarias | roturas de ligamentos no desporto de páginas e capítulos | calcificação das articulações por carência de hipertexto | ganho involuntário e excessivo de massa muscular, algo que, infelizmente, já me aconteceu, e cuja reversão para padrões normais só foi conseguida com a leitura diária de dezassete páginas pautadas de nada | de um ebook, aliás o único que possuo | na nuvem

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. :)) tenho de vir aqui mais vezes; está cá tudo, até a explicação para as calcificações ósseas. Extraordinário!

      Eliminar
  5. A leitura é a água milagrosa que todos reconhecem, mas poucos a querem beber.

    António Breda Carvalho

    ResponderEliminar
  6. Um post contra o Alzheimer:)

    ResponderEliminar
  7. Por falar nos efeitos que a literatura pode ou não provocar:

    "Encontrou-se no passado fim-de-semana (dias 11 e 12 de Janeiro), tanto quanto pude apurar pelo cartaz afixado em que dei por acaso com a vista e também pela crença de que, quando se marcam encontros, as pessoas costumam aparecer, um conjunto de pessoas no Centro Cultural de Belém para discutir, a acreditar no nome que escolheram dar à coisa, o que quer que haja de urgente a respeito de literatura. Lastimavelmente, não dei com os ossos no sarau, e fiquei em casa. Perdi assim, mais do que a intelectual experiência de aprender para que serve ler um livro, a disfarçada galhofa de quem, em nome da educação da sociedade, faz amigos do peito a proferir disparates."

    http://sed5contra.blogspot.pt/2014/01/sed-contra-urgencia-da-literatura.html

    ResponderEliminar
  8. Há muito que se sabe dos efeitos benéficos do exercício físico para a saúde, mas grande parte de nós só o pratica para embelezar as curvas do corpo. Assim sendo, só quando aparecer uma literatura que seja eficaz contra os pés de galinha pode haver um acréscimo de leitores.

    Por enquanto, a ignorância do mundo também é patente na maldade para com os livros e autores. Faz-se mal quando não se demonstra carinho.

    ResponderEliminar
  9. Bem, a mente é um fenómeno físico, imbricada no cérebro. Assim, é natural que ler faça bem ao músculo que é o cérebro, porque é com ele que lemos e pensamos. :)

    ResponderEliminar
  10. oi, maria do rosário,
    recorro a você para fazer meu email chegar a ana de amsterdam, que de uns tempos para cá resolveu interditar o acesso ao blog dela. sou maria emilia bender, editora de livros e de uma revista mensal brasileira dedicada a literatura, política etc. gostaria de continuar seguindo os posts daquele blog. você tem ideia como faco?
    obrigadinha,
    m.

    ResponderEliminar
  11. Ora aqui está uma excelente notícia. Eu, preguiçosa me confesso, mas, afinal, para me exercitar nem é preciso levantar-me do sofá. Basta ler um livro muito intenso.

    ResponderEliminar
  12. Sem dúvida, um exercício, que não deve ser esquecido!

    ResponderEliminar
  13. Claudia da Silva Tomazi22 de janeiro de 2014 às 13:56

    Sinceramente...Cientistas têem Ma is o quê fazer.

    ResponderEliminar

Enviar um comentário

Mensagens populares deste blogue

Na Figueira

Em Berlim

O principal e o acessório