Professor-escritor
Os professores – já se sabe – têm uma vida difícil e raramente são premiados (excepto quando os alunos são dedicados e trabalhadores, o que, digo eu, deve ser o melhor prémio de todos). Porém, há professores que acumulam o ensino com a escrita – e a FENPROF decidiu criar há meses o Prémio de Novela e Romance Urbano Tavares Rodrigues para distinguir obras literárias escritas por professores de todos os graus de ensino que estejam no activo, homenageando – e muito bem – a figura do escritor recentemente desaparecido que, além de professor e de ser um nome decisivo das nossas letras, era uma pessoa invulgarmente generosa e atenta a tudo o que se ia escrevendo no País. Pois amanhã este prémio irá para uma autora minha – e não podia deixar de partilhar a minha alegria convosco nestas Horas Extraordinárias. O livro chama-se O Rei do Monte Brasil, assina-o Ana Cristina Silva, professora no ISPA, e é um romance psicológico que põe em confronto duas figuras históricas: Gungunhana e Mouzinho de Albuquerque. Essa mesma obra é também finalista do Prémio Literário Fernando Namora, da Sociedade Estoril-Sol, cujo vencedor será conhecido amanhã. Parabéns, querida autora!
Como professor e amante da literatura, apraz-me a criação deste prémio literário e felicito a autora premiada.
ResponderEliminarABC
Aqui está! Parabéns à autora e, de certo, será também de louvar o papel do editor. Aqui ficam as minhas felicitações às duas.
ResponderEliminarUm abraço e bom fim de semana.
Não sendo o Nobel é sempre um grande estímulo ver reconhecido o seu trabalho.
ResponderEliminarParabéns à Ana Cristina.
Ainda não li mas quero ler.
Parabéns a ambas.
ResponderEliminarOra vivam todos!
ResponderEliminarEstive extraordináriamente ausente, pois fui fazer um extraordinário périplo às pescarias das Baías Farta e Azul (Benguela) e Praia Amélia (Namibe) com regresso pelo Lubango, Lobito e Quibala.
Acreditem que conheci ainda gente extraordinária, como um valente descendente dos colonos portugueses idos da Madeira para cultivarem cana, que ainda tem o bilhete de identidade da avó (com quase 150 anos)já nascida na Chibia! É um verdadeiro sertanejo, um homem a sério, daqueles sólidos que nem penedo, grande e rude, mas franco e puro, humano, de quem se gosta e confia logo, que tem 8 filhos e mantém a estructura familiar na sua empresa multifacetada das pescas à comercialização de peixe, produção e comercialização de horta e fruta.
Ainda bem que subsiste gente desta, para mim os heróis da nossa portugalidade! São indestrutíveis e eternos... provávelmente nunca leram um livro na vida, mas escreveram os seus Lusíadas, e, creio que as suas vidas serviriam para escrever muitos... se bem que parece ser moda ou preferência usar personagens da Islandia!
Como se por cá não houvesse nem os casos nem as pessoas... desconhecimento? Ou pretenciosismo?
Enfim, lá sabem porquê quem os aplaude, e eu por isso os não leio...
Quanto ao prémio:
Creio ser uma iniciativa positiva e de louvar!
Hum... isso inclui ex-professores? Eheheh... há por aqui uma data deles se calhar... eheheh!
A propósito do tema, em tempos Guilherme de Melo escreveu "Os leões não dormem esta noite".
Conto ler o livro premiado... é tema do meu particular interesse, ainda que romanceado.
A quem se interesse também, recomendo o livro escrito por um descendente de Mouzinho (cujo nome e título não me recordo) sobre um dos maiores mistérios que envolve esse extraordinário personagem: O seu alegado suicídio, que visto á lupa da moderna investigação criminal, aponta para assassinato. Realmente como é que alguém consegue disparar 2 tiros na própria cabeça????
Saudações kaluandas!
António Luiz Pacheco
EliminarO familiar que aponta como autor da obra deve ser Fernando de Castro Pereira Mouzinho de Albuquerque e Cunha, que tem alguma bibliografia registada sobre Mouzinho.
Tal como o Pacheco, também duvido da hipótese de suicídio, não só pelos dois tiros desferidos, como pelo local e circunstância. Como é que uma pessoa com a coragem e o carácter deste militar, ia pôr termo à vida numa carruagem aberta, na estrada das Laranjeiras?
É esse mesmo!!!!
EliminarPartilho da sua opinião e das dúvidas, aliás muitíssimo bem expostas e fundamentadas no referido livro.
Ainda há muita história por apurar...
Um abraço africano!
A editora Oficina do Livro tem um bom diretor de arte !
ResponderEliminarParabéns à autora...
ResponderEliminarAinda não o li mas já passei por ele algumas vezes na livraria.
Folheei e li algumas partes: o suficiente para me dar o bichinho.
Infelizmente terá de aguardar para o próximo mês quando o orçamento permitir este luxo.
Parabéns, Ana Cristina! e já agora extensivos à FENPROF pela dupla homenagem; e à Rosário por estar em todas, mesmo que subentendida:); diga-se, neste caso, a dar um grande empurrão.
ResponderEliminarOs alunos inteligentes e criativos são os que dão mais luta, mais gozo e têm melhor produção. Alunos trabalhadores e aplicados tendem à repetição. Mas os que não são uma coisa nem outra são desafiantes e retirar um do catálogo onde já fez nicho, é uma vitória, assim no género de um regresso de filho pródigo. Uma comemoração mental para a vida. Os outros iam por si, estes foram pelo professor. Ou com ele.
BFS
Parabéns à autora e à editora. Neste livro, Gungunhana encontrou o seu lugar entre os grandes reis da nossa história.
ResponderEliminarParabéns a ambas!
ResponderEliminarPLFF
Parabéns às três: à Auotra (que tem uma obra impecável, bem escrita e documentada); à Maria do Rosário (que editou uma obra, para mim, mais objectiva e realista, afora do padrão dos novos autores poético-filosóficos); à FENPROF ( pela digna iniciatica, a todos os títulos ela própria premiável).
ResponderEliminarHá, porém, um senão. Estranho que o prémio abranja apenas os professores no activo, excluindo desde logo os que estão aposentados, o que me leva a crer que a classe profissional - tal para a frente sindical como para o governo - acaba com a retirada das lides.
Neste particular - reclamo não ser dos envolvidos na exclusão - quero deixar uma sugestão, na esperança de que alguém, no Governo, na FENPROF ou na CGA, tenha a simpatia de entregar um pequeno volume a cada professor aposentado. Lá dentro, primando pela evidência e pela pertinência do seu gesto, umas pantufas e um robe.
Ah!... E uns óculos graduados, para poderem corrigir as gralhas de pormenor nestas minúsculas caixas de comentários.
EliminarMais uma mulher ganhadora
ResponderEliminar(ou duas, pronto)!
Parabéns à autora e à editora.
ResponderEliminarParabéns, Ana Cristina! Excelente, querida amiga! Parabéns, também, à M. do Rosário. Prova que a autora sempre teve razão ao "lutar" por ter esta editora. Eu sei!!!
ResponderEliminar