História de uma traição

Hoje ao fim da tarde realizar-se-á o lançamento público de A Segunda Morte de Anna Karénina, de Ana Cristina Silva, autora que foi recentemente brindada com o Prémio Urbano Tavares Rodrigues, para professores-escritores, pelo romance anterior, O Rei do Monte Brasil, publicado na mesma colecção. O novo livro reflecte sobre três questões interessantes – o preconceito em relação aos homossexuais na época da Primeira Guerra Mundial; a traição no casamento, que acaba por gerar uma vingança precipitada ao jeito do que acontece no último filme de Woody Allen (ou seja, com custos muito altos tanto para o traidor como para a traída); e, por fim, a impossibilidade de destrinçar a verdade nas palavras de um actor – pois este amor vivido até aos limites tem por protagonista um casal de actores de grande sucesso nos palcos dos teatros portugueses do princípio do século XX. É, aliás, por ter esta vertente que foi escolhida para apresentar o romance a actriz Maria João Luís – e vamos lá ver o que vai ela dizer a propósito de tudo isto. Se quiser, apareça para o saber em primeira mão.


 


Comentários

  1. isto é o que se chama uma "posta" altamente sugestiva.

    estava quase tentado a "rasgar" a agenda e a aparecer logo, na "Barata".

    até porque gostei das "Cartas Vermelhas" da Cristina...

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  2. Boa sorte para Ana Cristina Silva, Maria João Luís e quem mais participe, público incluído. Votos de uma tarde interessante.

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  3. António Luiz Pacheco22 de outubro de 2013 às 04:34

    Sucesso é o que se deseja desde África!

    E digo-o sinceramente, esperando que se valorize mais um novo género de livro e de escritor, sem olheiras e barba por fazer, profundamente intelectuais e herméticos, mas que só os como ele entendem e valorizam, e julgo que pouco ou nada trazem à lietratura e sua divulgação se bem que me pareçam ter sido a actual corrente em que as editoras apostam.
    Que os escritores abandonem os cansativos temas depressivos e deprimentes das suas angústias pessoais, fantasmas e frustrações, que deixem de escrever para dentro de si mesmos e que tirem os olhos dos seus umbigos!

    Estão a aparecer e já tenho alguns na minha lista sendo felizmente e finalmente aqui falados...

    Morra o Dantas! Morram os Dantas... ou pelo menos retirem-lhes algum espaço para outros!

    Saudações kaluandas

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    Respostas
    1. O Dantas, na sua época, foi um bom escritor.

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    2. Dantas ainda é um bom escritor. Na minha opinião, bem melhor do que o autor do manifesto contra ele, que seria um bom artista, não sei avaliar. mas não era nada de especial como escritor: a sua escrita é demasiado emocional e muito pouco pensada, bastante datada. Voltando a pegar no post de ontem: Almada Negreiros foi e é, enquanto escritor, sobrevalorizado. Dantas foi sobrevalorizado e é subvalorizado. Lembro-me de alguns bons poemas seus e da importante Ceia dos Cardeais. Já de Almada... lembro-me do Manifesto Anti-Dantas, que é um texto bastante mal escrito.

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    3. (...)
      E fazer frente ao impossível
      atrevidamente
      e ganhar-lhe, e ganhar-lhe
      a ponto do impossível ficar possível?
      (...)
      Tu Só, loucura, és capaz de transformar
      o mundo tantas vezes quantas sejam as necessárias para olhos individuais
      Só tu és capaz de fazer que tenham razão
      tantas razões que hão-de viver juntas.
      (...)

      José de Almada Negreiros, “Reconhecimento à Loucura”

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    4. Finalmente encontro quem concorde comigo no que a Dantas respeita. E a Almada. É que já me cansam as críticas ao pobre Dantas, repetidas pelos leitores do Ultimatum... Devorei Dantas na minha mocidade e gostei. E não sou homem de renegar aquilo de que gostei.
      Assim, proponho que de futuro as críticas a Dantas tenham por base a sua obra e não os insultos de Almada.

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    5. Meus deuses, há muito no Almada para além do manifesto anti -Dantas. Mas admito que possa não gostar. O que não significa ser mau, ou sequer menos bom.

      Mas também não penso que Dantas seja mau. Nem sequer penso que Almada o pensasse. Julgo que apenas contrariava um estilo contra o qual se afirmava. Eram guerras literárias.

      O ímpeto classificativo e opinativo dos homens às vezes desmede.

      E sim. Pode crer, foi um Artista que é. Não porque o gosto - que gosto - mas porque é e se subtrai ao exíguo da temporalidade.

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  4. António Luiz Pacheco22 de outubro de 2013 às 06:16

    Hum... não estou a classificar Júlio Dantas!

    Apenas a citar o manifesto anti-Dantas, para estabelecer um paralelo.
    Que aliás recordo muitíssimo bem dito pelo meu conterrâneo Mário Viegas!

    Claro que não estou a desejar a morte física nem literária de ninguém mas apenas que ganhem espaço outros e novos escritores, já que não gosto lá muito dos actuais sucessos... e menos ainda daquilo sobre o que escrevem...
    Daí referir a frase que ontem alguém usou.

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  5. Cara Maria do Rosário Pedreira,

    Boa noite! Gostaria de entrar em contacto consigo. Seria possível facultar-me um endereço de correio eletrónico? Obrigado.

    Cumprimentos,

    Helder

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