Pagar para ver

Todos os portugueses sabem que, no Porto, existe uma das mais lindas livrarias do mundo. Chama-se Lello e ninguém ficará indiferente se a visitar. O problema das coisas bonitas é todos quererem vê-las – e, se já só podem entrar x pessoas de cada vez na Basílica de S. Marcos, em Veneza, pois parece que a nossa Lello, de tantos lá meterem o nariz, está também a desgastar-se. A palavra «desgaste» vem, aliás, de quem a gere e foi recentemente acusado de cobrar entradas de dois euros aos que ali querem entrar. Estranho, diria eu, não se tratando de monumento nacional nem me parecendo que um estabelecimento comercial possa fazer dinheiro como os museus vendendo bilhetes. Garante, porém, o responsável que há duas mil pessoas que entram diariamente na Livraria Lello e que esse dinheiro é para atender ao forçoso «desgaste» (sim, mas como prová-lo?); e diz que só cobra entradas a grupos de turistas organizados, o que, segundo testemunhos de clientes, é falso, pois um casal português com uma criança – e, ao que parece, visitantes e compradores regulares na Lello – foi surpreendido com a obrigatoriedade de pagar os ditos dois euros. Será que, a comprar livros, a quantia é descontada no total das compras? Ou a livraria está apenas a tentar colmatar a falta de livros vendidos (a crise é grande) com este estratagema? Nas redes sociais, a polémica instalou-se – e não são raros os comentários pouco abonatórios sobre a má-educação dos funcionários e a oferta reduzida e desinteressante da livraria…

Comentários

  1. Já dizia a "GRANDE" DOLLY PARTON : - Se queremos desfrutar do arco-íris, teremos de suportar a chuva!

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  2. A oferta da livraria é muito triste: não apenas pelo leque de livros que tem à venda, mas também pelo aspecto do segundo andar - mais parece uma mercearia fina.
    Espanta-me que não se tenham lembrado de transformar aquele espaço obviamente turístico numa enorme montra de livros de literatura portuguesa, livros de culinária portuguesa e álbuns fotográficos sobre o país, escritos nas línguas dos turistas que o visitam.

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    1. Não sabe e quer eventualmente falar do que não sabe. Oportunistas existem muitos segundo penso eu Antero Braga só devemos falar do que conhecemos ou senão é risco dizerem que não sabem e são ignorantes. Gosto muito do meu povo e humildemente a aconselho a falar só a verdade.

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    2. Pareces-me um bocadinho fascista, Antero.

      Só um bocadinho.

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  3. Polémicas à parte é linda, linda. E acontece-me nela o que me sucede nas igrejas italianas, embasbaco. Esquecida da função que tem.

    Espero que nunca feche ao público. Mesmo que se paguem 2€

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    1. Não se deixe embalar por um tristr jornalista que é mentiroso e ignorante

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    2. Fale do que sabe e se souber verificará que um triste e ridiculo Jornalista e para melhor conhecer esta casa venha e VERIFIQUE A VERDADE. TENHO QUE TOMAR CALMANTES PARA SER PAROCO DE UMA ALDEIA DESTAS. Não me escondo eu sou Antero Braga o tal porteiro/cobrador que levantou esta gasa não tem problemas e que só deseja que os problemas do país sejam iguais aos nossos.

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  4. Pois é...
    A livraria linda do Porto teve essa excelente ideia, da qual já tinha ouvido falar precisamente nas redes sociais...
    A beleza da Lello é de admirar sem duvida mas, dois euros, com a carteira dos portugueses a minguar de dia para dia é bem possível que, se já vende poucos livros, passará a ser menos visitada... Talvez como as Scuts.
    O sucesso de uma livraria passa por tudo, menos pela tal moda de cobrar entrada... Ai Lello, Lello

    Abraço.

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  5. já está na fronteira entre a livraria e o museu, que deverá ser o seu destino futuro.

    até por estar longe de ser uma livraria interessante, como foi referido.

    em relação à má educação dos empregados, terão de tirar um curso de guias de museus e espero que lhe expliquem que o seu ganha pão vem muito da forma como tratam os clientes...

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    1. Não se deve falar do que não se sabe. Tenha calma e conheça os meus colaboradores que provavelmente darão Cursos de BOM ATENDIMENTO.

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    2. tu então és o sabichão das dúzias lá do sitio, sabes tudo.

      e pelos vistos adoras passar atestados de ignorância aos outros, mesmo sem os conheceres de lado nenhum.

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  6. Eu, que vivo no Porto e que passo frequentemente em frente à livraria Lello, onde já tive o hábito de comprar livros, digo-vos que a situação é mais complexa do que poderá parecer à primeira vista. Primeiro, a livraria, apesar de ter dois andares ligados por uma belíssima escada de madeira, é relativamente pequena. Segundo, felizmente, e graças sobretudo à Ryanair, o Porto passou a ter bastantes turistas de toda a Europa durante todo o ano e a livraria Lello é um dos "tops" turísticos por ser lindíssima e ficar a dois passos da igreja dos clérigos e da igreja do carmo, esta com uma enorme parede lateral decorada por pintura em azulejo azul (adorada pelos estrangeiros). Resultado: há sempre grupos de turistas à porta da Lello prontos para visitarem o monumento arquitetónico citado no seu guia turístico e que, por acaso, é uma livraria. Obviamente que não entram para comprar livros que até os há em várias línguas tentando seduzir os visitantes. O membro mais maduro da família proprietária da livraria que está frequentemente ao balcão é um livreiro á antiga: lê, sabe aconselhar livros e tem uma viva vivida de intenso contato pessoal com escritores e editores (ora perguntem-lhe, por exemplo, pelo Hermínio ou pelo Vila-Matas...). A criação de um cafezinho no segundo andar (à la FNAC) foi uma primeira tentativa de tentar rentabilizar a frequência do espaço por turistas que vão lá para comprar livros (chamar a isso mercearia, por amor de Deus...).
    Agora ponham-se na posição do outro, neste caso do livreiro, e encontrem-se na situação de ver hordas de turistas a entrar na vossa casa, sem dizer água vai, como se se tratasse de um espaço público (está assinalado nos guias turísticos...). A confusão de gente é por vezes tanta que quem lá entra para comprar um livro rapidamente desiste (eu, por exemplo, deixei de ir à Lello com a antiga frequência porque muitas vezes, estando a abarrotar de turistas, já não é espaço agradável que era para se folhear livros recém editados). Que fazer: eu pessoalmente acho muito bem que se cobre 2€ a quem lá entra só para desfrutar o espaço, é que há custos de manutenção do "monumento" e de perda de clientes... Quem lá entra e compra um livro, a esse seguramente que ninguém lhe cobra uns 2€ adicionais. Noutro país, menos agrilhoado por regras e requerimentos burocráticos, a Lello teria o direito de ser uma livraria que organiza, a cada meia hora, visita turística paga que se fará em 5 minutos e deixa os restantes 25 minutos livres para os seus clientes.
    Viva a Lello !
    E Deus dê paciência aos seus proprietários para a manterem num brinquinho, tal como ela está e sempre esteve ! E, se for à Lello, repare no belo arranjo dos livros expostos nas suas montras e aprecie no seu interior a excelente oferta de livros recém editados !

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    1. Estive na passagem de ano na Lello pela primeira vez e fiquei encantada. Entrei com os meus filhos e a custo lá consegui ajudar-lhes a escolher um livro para cada um, mas para mim desisti, tal era a confusão. Enquanto pagava, ainda consegui dois dedos de conversa com o tal senhor, que se via bem que é o dono, e não experimentei má vontade nem antipatia. Senti, sim, desconforto. Senti eu e devem sentir as pessoas que lá trabalham todos os dias, com aqueles turístas que ali vão apenas para ver e que nada compram. Gosto de entrar em livrarias e, por vezes, nada compro, mas ali senti-me na obrigação, chamemos-lhe assim, de contribuir para a sustentabilidade daquela relíquia.

      Concordo que o espaço é muito bonito e que talvez faça sentido repensarem a sua gestão. Uma espécie de museu/café/livraria especializada para um público de turistas, sejam eles nacionais ou estrangeiros, talvez seja uma boa ideia, mas os proprietários é que sabem, claro.

      E viva a Lello! Se voltar ao Porto, espero comprar de novo um livro na Lello, desta vez para mim. E, enquanto não houver outra solução, concordo com o bilhete, mesmo que tenha a ver com a crise no setor livreiro, e concordo com o abatimento no valor do livro, em caso de compra, claro está.

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  7. Sempre que estou no Porto, vou à Lello. Mas, realmente, notei uma certa degradação, nos últimos tempos. Quando lá ia, antigamente, ficava encantada com as ofertas, no primeiro andar, que se centravam em livros mais raros e/ou antigos. Confesso que, nos últimos anos, tenho ficado bastante desiludida, pois o stock do primeiro andar não parece ter sido renovado, são exatamente os mesmo livros, ano após ano.

    Pois, não admira que os turistas lá vão parar, a livraria, como já aqui foi dito, faz parte de qualquer guia turístico do Porto, em qualquer língua. Há uns anos, num grande calendário sobre as mais belas livrarias, que se vendia aqui, na Alemanha, a Lello surgia logo na primeira página, a servir de capa.
    Agora, eu pergunto: se os responsáveis pela livraria acham que as visitas são demasiadas, não encontrarão maneira de impedir que a Lello apareça em tudo o que é guia? Divulgação dá jeito, mas, se se torna incomodativa...

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  8. Quando se muda de modelo de negócio, deve-se assumir a mudança de atividade (com a leveza que a queda da consoante muda permite). Tudo como o fulcro de uma história: a história de uma dialética … tese, antítese e síntese. E, 2*2000*30 dias... é só fazer as contas!
    Se fosse gestor na Lello era só souvenirs: o quase superávit da balança comercial agradeceria. Afinal «todos nós», brevemente, faremos parte de uma vitrina retangular com os dizeres: «indígenas a quem chamavam portugueses extintos por… Schuld » - não vítimas do H5N1 , de stress causado pela ameaça nuclear de kim Jong un , da pneumónica, mas da impressionante Schuld (por termos sido gastadores compulsivos irresponsáveis).
    Bem lá no alto das escadarias da Lello um pequeno gasparzinho , simultaneamente guarda e guia, com uma farpela idêntica a um guarda de museu, com um boné estalinista, a refulgir de medalhas reluzentes ao peito (passe o pleonasmo) o último dos portugueses! – por ventura o primeiro dos supranacionais, um gaspariano , o grande dialético , grande líder dos comitólogos e da grande cidadania do olimpo da Schuld . Consta que da sua má educação ninguém se queixará, pois exprime-se naquele bom inglês que o alcandorou, no dizer de uma tríade, à fama de líder «impressionante» e grande mentor das cinzas, de onde renascerá um novo e brilhante mundo novo – como o novo modelo de negócios da Lello é prova provada e irrefutável (passe a redundância, quiçá a arrogância que não pode ser confundida com soberba ou inchaço de anfíbio).

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    1. Não devo nem temo faço tudo pela pela minha cidade e país. Tenhamos orgulho nos nossos e não comentemos o que desconhecemos. É bom saber que só se fala de quem trabalha e que quer ajudar o país e os portugueses a serem MAIORES

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    2. Apoiado ! E o apoio é mais do que merecido a quem trabalha com devoção e competência !

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    3. Antero, não falava da Lello . Falava do gasparzinho , que é pequenino e engraçadinho, todos os «meninos» o são, mas não merece indulgência pelo que está a fazer à minha «biblioteca».

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  9. António Luiz Pacheco12 de abril de 2013 às 08:33

    Eheheh! Para isto serve este Extraordinário Blog!
    Interessante a conversa... e creio que entendo as razões (aliás lógicas) de cobrar, não aos clientes mas aos visitantes, se estes forem assim tantos que afastem ou prejudiquem o acto de compra em si.
    A idéia de vender souvenirs ou como lhe queiram chamar seria uma vertente a explorar, diria eu que sou consultor... era definir um conceito e uma gama e implementar a idéia, perfeitamente aceitável e interessante!

    Quanto à reacção do tal autoassumido porteiro... vai.me perdoar, mas é uma reacção bastante malcriada e de "porteiro".
    Ao gerente do estabelecimento, a esse desejo o maior sucesso, e partilho com orgulho o termos em Portugal uma livraria assim!
    Mas talvez o gerente devesse dar educação ao porteiro... sim...

    Saudações do Planalto Central

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    1. Viva, António Luiz!
      Há dias expressei aqui a minha preocupação pela sua ausência, que se tornava prolongada. É bom saber que, como dizia um antigo colega de trabalho na RDP/Norte, "está vivo e a mexer" ;)

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    2. Olha que engraçado:
      quando lá trabalhei, a RDP/Norte ficava quase ali ao lado da Lello...

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    3. Mais uma missão cumprida a juntar-se à da busca da "nossa" Claudia que tem estado muito discreta!

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  10. A Maria do Rosario Pedreira sabe quem eu sou. Pergunto-lhe quem ajudou a salvar a Bertrand e a Difel e sabe quem foi. Nunca me vendi ou me venderei a interesses de momento. Desculpe mas nem quero crer que já foi adquirida por um um grupo. Tenho a certeza de que se reflectir melhor muito deve a quem lhe deu a oportunidade de ser conhecida. Não me faça falar. São 43 anos nos livros que não atestam nada mas que podem desmascarar calmamente quem está vendidio e quem quer colonizar o povo portugues. Creia, fico espantado e espero não ter que ser RUDE para entender o que fiz faço e ainda farei pela cultura. Ser poeta não chega! Entenda não temo nem devo nada a Si nem aqueles que estão VENDIDOS ao CAPITAL.

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    1. Ó Antero, esta é de outro Antero, o de Quental:

      "Acorda! é tempo! O sol, já alto e pleno,
      Afugentou as larvas tumulares...
      Para surgir do seio desses mares,
      Um mundo novo espera só um aceno...

      Escuta! é a grande voz das multidões!
      São teus irmãos, que se erguem! são canções...
      Mas de guerra... e são vozes de rebate!"

      Com ou sem os dois euros - que eu não condeno, porque está nas medidas de cada um gerir os seus espaços - não deixo de comentar essa frase quase a final
      "o que fiz faço e farei pela cultura"...
      Safa! Depois do acordo ortográfico, o que o Antero faz pela cultura (e, nesta, a forma de escrever em Português), deixa-me estarrecido.
      De resto, está no seu direito de defender a espórtula.

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    2. Caro Antero Braga,
      Estive fora e só hoje pude ver os seus comentários, este em especial, que achei mesmo descabelado. Quanto a eu dever-lhe alguma coisa, desculpará, mas não lhe devo absolutamente nada. A menos que se refira a três lançamentos que fiz em vinte e tal anos de actividade na Lello , mas sobre isso poderia eu também dizer que era devedora. Relativamente à salvação que refere, isso foi quando? A Difel faliu e a Bertrand foi comprada pelo tal capital... E, quanto ao facto de eu ter sido vendida, nas suas palavras, quero apenas dizer-lhe que sempre trabalhei por conta de outrem com salário moderado, pelo que nunca consegui ter o meu próprio negócio (sim, gostaria mais), nem sequer uma livraria. Espero, porém, que tudo se resolva pelo melhor - para proprietários e leitores. Cumprimentos.

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    3. Maria do Rosário Pedreira.
      Por respeito ao Sr. Seu Pai e Seu Irmão não vou comentar mas não esqueça onde trabalhou (Difel) e quem influenciou a Sua Entrada. Quanto a esses anos sabe perfeitamente quem era o Admistrdor da Bertrand que curiosamente pertenciam ao mesmo dono.
      Trabalhar num grupo não tem mal nenhum já não direi o mesmo se alguém ue Sempre admirei não saber quem é ojornalista Mentiros que levantou esta polémica.Àlias esposa do mesmo foi Sua colega na Leya. Por fim dou o caso por encerrado sem antes lhe dizer que a livraria tem 107 anos e veja que só desde que fiz essa sociedade se tornou conhecida. Desde 2008 todos os anos somos premiados nacionalmente e internacionalmente por ACASO E MALCRIADOS DESCUIDADOS e outros epitetos depreciativos que me queira brindar. Sabe felizmente em todas as casas de livros nunca tive crises dado que tenho a noção que tudo o que somos devemos aos n/fieis clientes. Conte quantas livrarias conhece em Lisboa e no País independentes.
      Cumprimentos -.
      Antero Braga

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    4. Embora saiba que conheceu o meu pai e o meu irmão, a verdade é que nunca trabalhei na Difel, acho que está a confundir pelo menos uma parte de mim com outra pessoa. Eu trabalhei na Gradiva, na Temas e Debates, na QuidNovi e agora na LeYa. Também não faço ideia de nenhum jornalista ou sua mulher que seja ou tenha sido minha colega. Escrevi sobre o que li, entre outros sítios, no Público e nas redes sociais.

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    5. Lembrei-me de uma Cristina Cruz que esteve na Difel. Seria com ela a confusão?

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    6. Depois de ler esta polémica e de ter comentado anteriormente, fui "ver" quem era Antero Braga. Logo, pela currículo e por uma entrevista que vi publicada, trata-se do gestor da Lello (também no Linkedin se refere isso) e não do porteiro, como aqui se disse.
      À margem da polémica, tenho de reconhecer que o Sr. Antero Braga é um homem dos livros e dedicou-se a eles, designadamente na Bertrand que, para mim, tem boas recordações - aí, segundo o próprio, chegou a ser um dos directores-gerais.
      Não retiro nada do meu comentário anterior, como também nada acrescento à polémica mantida por ele com a Maria do Rosário, mas cabe-me dizer que admiro um homem que se dedicou tantos anos aos livros e, muito provavelmente, teve à venda títulos meus.
      Estranho, porém, que o Sr. Antero Braga tenha entrado aqui "de tamancos", de forma desabrida, só porque a Maria do Rosário se limitou a reproduzir uma perplexidade veículada - pelo que presumo- numa notícia feita por um "jornalista mentiroso".
      De qualquer modo, espero que o "qui pro quo" tenha o epílogo nesta caixa de comentários e que, um e outro, reconheçam que ambos têm o mesmo prazer em privar com o livro, em divulgá-lo e vendê-lo.

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    7. O que tinha a dizer já disse e como lhe digo não vou alimentar mais esta situação. Desejo que antes de publicar alguma coisa saiba a VERDADE. Seja feliz e seja justa para quem é livreiro. Já deve ter lido senão eu aconselho a ler "O LIVREIRO" de Monteiro Lobato e terei a certeza que saberá respeitar tantos que como evitaram males maiores para a que os autores que eu tanto respeito tenham hoje o devido reconhecimento.
      Cumprimentos
      Antero Braga

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    8. Não sei quem é mas tem de ser uma pessoa de bem.
      Disponha de mim mas creia não estou a fazer-me de vitima mas que custa muito a quem tem a consciência de que senão faz mais é porque não pode ou não sabe mas que ama se me permite os criadores portugueses.
      Antero Braga

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  11. Cláudia da Silva Tomazi12 de abril de 2013 às 10:04

    Ouvi dizer que vai um lindo Picasso para o Catar. É verdade ou, piadinha britânica?!

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  12. Creo que la librería Lello es la más bonita que he conocido nunca. He estado ahí con la intención de recorrerla y comprar algún libro sobre Porto, pero fui incapaz. La compra de un libro, especialmente si no tienes ninguno predeterminado, requiere sosiego y esto es muy difícil en Lello, con tanto alboroto. A mí no me parece mal que se cobre €2 a los turistas, y que se descuenten del precio de la eventual compra de un libro. Es una librería preciosa de verdad. Parabéns!

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  13. Acho incrível tratar que não se conhece por tu. O Antero tem razão pois que fala a criticar deve ser dor de cotovelo pois a lello pelo que sei e vejo nas minhas idas lá fatura e muito e falta de livro nunca senti e mais fazem muito por Portugal já sou cliente já lá vão mais de 10 anos e sou sempre bem atendido por ele bem com o Jorge. Parvo é que não vê e para terminar faço uma pergunta quantas livraria existem isoladas no Porto ou em Lisboa sem ser grupos. Acordem

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  14. Acho incrível tratar que não se conhece por tu. O Antero tem razão pois que fala a criticar deve ser dor de cotovelo pois a lello pelo que sei e vejo nas minhas idas lá fatura e muito e falta de livro nunca senti e mais fazem muito por Portugal já sou cliente já lá vão mais de 10 anos e sou sempre bem atendido por ele bem com o Jorge. Parvo é que não vê e para terminar faço uma pergunta quantas livraria existem isoladas no Porto ou em Lisboa sem ser grupos. Acordem

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  15. Acho incrível tratar que não se conhece por tu. O Antero tem razão pois que fala a criticar deve ser dor de cotovelo pois a lello pelo que sei e vejo nas minhas idas lá fatura e muito e falta de livro nunca senti e mais fazem muito por Portugal já sou cliente já lá vão mais de 10 anos e sou sempre bem atendido por ele bem com o Jorge. Parvo é que não vê e para terminar faço uma pergunta quantas livraria existem isoladas no Porto ou em Lisboa sem ser grupos. Acordem

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    1. Quim Zé devias ter assinado, "Virgem Maria".

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  16. Polémicas à parte, a julgar pelos inúmeros comentários nas redes sociais de pessoas que já frequentaram a livraria e vivem no Porto, parece óbvio que ela está a precisar de uma reorganização/renovação/reinvenção, chamem-lhe o que quiserem. As intenções dos gestores e proprietários serão boas, mas não podem continuar a ignorar o mau feedback e dizer que são conspirações de jornalistas ou mentiras. Se um restaurante deixa de ter clientela porque o menu não presta e é caro demais ou a qualidade da comida e do atendimento podia ser melhor, o restaurante vai dizer que a culpa é dos clientes que insistem em encher o sítio e vão teimar no mau caminho? E não acredito que não haja forma de aproveitar de modo positivo a enchente de turistas. Eu sei que é mais fácil falar do que fazer, mas a notícia da cobrança foi um tiro que saiu pela culatra, partindo do princípio de que irão avançar com essa medida. Seria uma pena que a Lello deixasse de ser conhecida por ser uma livraria onde se compram livros e passasse a ser uma livraria com uma decoração bonita mas onde se deixou de entrar e comprar livros.

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