Argumento ecológico

Uma das coisas boas em ter um blogue é que os leitores (neste caso, os leitores extraordinários), quando vêem alguma coisa que pode divertir-nos e interessar-nos, enviam-na para nós. Neste caso, o extraordinário Joaquim Almeida pôs os olhos num vídeo que achou que fazia as minhas delícias, na medida em que me afirmo como defensora de livro em papel (não necessariamente contra o digital, mas a favor da manutenção do modelo de sempre). Ora, os defensores do digital usam habitualmente o argumento do corte de árvores para citar os malefícios da edição em papel, mas há realmente momentos em que nada mais substitui o velhíssimo papel, muito menos os novos gadgets! Obrigada, Joaquim, adorei a sua atenção e o vídeo. Divirtam-se todos com ele:


 


http://vimeo.com/61275290

Comentários

  1. Isto de facto anda tudo ligado. E por mais que sejamos já defensores de QR Code’s e outros argumentos tecnológicos a natureza está sempre presente e tem os seus mais e menos firmes defensores do estado de natureza, como «O padre» da obra completa de que se falou ontem.

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  2. Claro que não se pode parar o vento com as mãos, mas nada mas mesmo nada substitui o livro em papel, isto para a minha geração, claro. Senti-lo, cheirá-lo, dobrá-lo, anotá-lo, servir de levanta-cabeceira , apalpá-lo, é um dos meus grandes prazeres, será talvez o meu único e verdadeiro vício. Adoro livros (em papel)!

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    1. Eu também os adoro, aos livros em papel, mas confesso que o kindle , no caso, já me tem dado jeito pontualmente. O livro em papel, ou no que seja com o formato atual vai perdurar, tal como o digital. Já me deu inclusive para imaginar um dispositivo digital com o formato de livro, com folhas manuseáveis para onde descarregaríamos o que quiséssemos e que se leria tal como gostamos de fazer. Por obra da tecnologia aquilo lá ficaria espalhado pelas folhas tal como acontece no livro em papel. Uma espécie de livro único que poderia ser todos os livros (não me perguntem como se adaptaria ao número de folhas disponíveis, porque também não sei). Um bocado assustador, talvez.

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    2. Caro Paulo Oliveira,

      Achei engraçado este seu comentário porque há tempos li algo parecido no blogue Ocasos. Ou acho eu que é parecido. Fui à procura e deixo-lhe aqui, por curiosidade:

      "Leitor digital com lombada e páginas vazias, para encher, folhear, substituir. E com sabor e cheiro a terra, em querendo eu. Quanto disse que era? "

      em http://ocasosluiscaminha.blogspot.pt/2010_01_01_archive.html

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    3. Bruna, lembrei-me daquilo há bocadinho, mas ainda bem que o Caminha tem a ideia já mais desenvolvida: quem sabe se algum Jobs se deu já ao trabalho de registar a patente? Prefiro com cheiro a livro.

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    4. Excelente ideia para a JP SáCouto , agora que o AMigalhados , perdão, o Magalhães, já não tem nem Chávez , nem Kadafhi . Um Kindle todo forrado a cortiça, para ajudar este depauperado lugar (país, foi no tempo das caravelas feitas na nau e no arsenal).

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  3. Interessante conversa a que está acima registada ! Faz recordar o imaginário de Borges. A propósito do Kindle, uma usuária do mesmo (e também muito apreciadora de livros em papel) quase me convenceu a comprar um quando entusiasticamente defendeu que o aparelho, pelo peso, tamanho e controlo de luminosidade, é o ideal para segurar na cama, no comboio, no autocarro ou no avião agarrando-se facilmente com uma só mão [e não excluindo o uso do livro em todas as outras circunstâncias]. Mantenho-me indeciso, mas se aparecer um Kindle em segunda mão por uns 50€ talvez caia na tentação de passar a distribuir o meu prazer de leitura por duas concubinas: a folha de papel e a tela eletrónica.

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  4. Este Post fez-me recuar algumas décadas, despertando em mim a lembrança olfactiva do característico cheiro do livro impresso aquando das muitas visitas à biblioteca. Este lugar onde eu lia e relia contos e outros, onde viajava no tempo e no espaço criando os meus próprios cenários e dando formas e cores às personagens. Este espaço,hoje ignorado pela maioria das crianças que preferem a era digital, aquela que ao simples clikar de uma tecla ou de um touch lhes transmite de imediato as respostas ao que procuram. Ainda
    me lembro de vaguear horas a fio por entre livros para poder executar um simples trabalho escolar; em que agora a nova geração se limita a fazer copy\print e voilá.
    Na esperança de que livro em papel não esteja em vias de extinção...Ainda hoje e todos os dias vivo adicta dos mesmos.

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  5. O vídeo é muito engraçado.

    Queria só dizer que não sei até que ponto o argumento ecológico do digital é verdadeiro.

    Tem vindo a ser notícia, cada vez com mais frequência, que a produção e utilização dos referidos gadgets tem um impacto ambiental muito elevado.

    http://www.nytimes.com/interactive/2010/04/04/opinion/04opchart.html?scp=1&sq=how%20green%20is%20my%20ipad&st=cse

    http://www.greenbiz.com/sites/default/files/63637255-Apple-II-Final-20-14.pdf

    http://ecolibris.blogspot.pt/2012/07/how-green-is-new-ipad-part-6-comparing.html

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