Autobiografia Política
Quando estava na Temas e Debates, publiquei alguns livros de Mário Soares, embora a sua editora fosse – e ainda é – Guilhermina Gomes, do Círculo de Leitores. Mas acompanhei-o nos lançamentos em várias cidades do País e tive muitas vezes o privilégio de o ouvir relatar episódios da sua vida durante a ditadura. Goste-se dele ou não, é impossível negar que o ex-presidente Soares é o político mais digno desse nome com que Portugal contou nos últimos trinta e tal anos, o mais experiente, mais internacional e mais culto que alguma vez tivemos (e provavelmente viremos a ter). Ora, este senhor octogenário não pára e vem dar mais um contributo importante nesta época de crise com um ensaio «autobiográfico, político e ideológico» que dá pelo título Um Político Assume-se. Testemunho seguramente ímpar de um político militante que se soube adaptar às mudanças na Europa e no Mundo, este é um texto que conta a história do seu envolvimento antes e depois do 25 de Abril e inclui, para quem tenha curiosidade, declarações bem interessantes sobre a sua mais recente derrota nas presidenciais. Algumas fotografias em extra-texto abrilhantam o volume.
O ex-presidente Soares é o político mais digno desse nome com que Portugal contou nos últimos trinta e tal anos, o mais experiente, mais internacional e mais culto que alguma vez tivemos, e não só...
ResponderEliminarO J. M. Courinha, que já vi aqui comentar, e o autor de "Frederico Garcia ou a existência inacabada" serão uma e a mesma pessoa? gostava de o contactar.
ResponderEliminarSim, são a mesma pessoa.
EliminarOlá. O meu e-mail é o joao.courinha@gmail.com tendo em conta que foi o meu primeiro romance, seja meiguinho!
EliminarÉ um prazer Courinha.
EliminarEu... meiguinho... eu sou apenas um provocador e, por vezes, um ignorante e débil provocador!
Ó amigo Courinha, dizia o grande Vergílio Ferreira num dos seus diários CONTA-CORRENTE (creio que no 3) que (mais ou menos assim) o primeiro livro nunca é o melhor que um bom escritor escreve, daí, Courinha, não esteja preocupado que a torneira ainda terá muito e o melhor lquído para verter...
e também o mais manipulador.
ResponderEliminarinfelizmente são raras as autobiografias que são escritas com um sentido auto-critico da nossa vida.
normalmente são escritas para dizer: «eu sou e fui muito bom.»
Desculpem o estrangeirismo:
EliminarClap, clap, clap!
Quando me tecem loas a Mário Soares lembro-me logo do artigo escrito no Expresso, aqui há uns anos, pela Clara Pinto Correia... e, que eu saiba, nada foi desmentido, logo estaremos portanto perante um verdadeiro MANIPULADOR e muito mais do que isso!!!
ResponderEliminar....o político mais digno desse nome com que Portugal contou nos últimos .... e tal anos, o mais experiente, mais internacional e mais culto que alguma vez tivemos ... provavelmente ainda está para vir e no qual virá montado D. Sebastião!
ResponderEliminarA bagagem e cultura de Mário Soares são indiscutíveis. Ainda para mais numa época em que os políticos que vão surgindo vivem muito mais da embalagem do que do conteúdo e muitas vezes não passam de papagaios dos estrategas de comunicação. Mas MS tem muitos telhados de vidro a ameaçar estilhaçar a sua dignidade. Não sei se as acusações são verdadeiras ou não, porque nunca se investigou nada. Mas as fontes têm credibilidade.
ResponderEliminarhttp://luminescencias.blogspot.com/2005/11/o-polvo_04.html
http://ferrao.org/documentos/Livro_Contos_Proibidos.pdf
A autobiografia não ajuda a esclarecer o assunto. Passa uma injustificável borracha sobre ele. Isto não é assunto para se apagar. É pena, mas é a tal história da mulher de César