Feliz Ano Novo

2011 está quase a chegar e, como sabemos, será um ano difícil para todos e dificílimo para alguns. Logo à noite vai haver festa e champanhe, como sempre, e pediremos doze desejos comendo já as passas do Algarve. (Por tradição, também eu o farei, embora deva confessar que no dia 1 já não me costumo lembrar de nada do que desejei.) É, contudo, importante que não deixemos de ler no ano que aí vem. Pondo de parte uma certa ganância inerente à natureza humana (que alguns exacerbam e outros dominam), estou convencida de que, se todos fôssemos pessoas esclarecidas, o mais provável era não termos chegado tão longe. Além disso, mesmo que os livros sejam caros para muitos, a verdade é que os concertos estão sempre lotados e só dão umas horitas de prazer, enquanto um livro pode ser lido, relido, emprestado, consultado e, regra geral, oferece mais qualquer coisa que fica cá dentro, mesmo que não nos apercebamos disso imediatamente. Eu conto manter-me por aqui a falar de livros e espero que no ano que vem se mantenham também os que me lêem. Um feliz Ano Novo e obrigada pela vossa companhia.

Comentários

  1. Eu aqui estarei, fiel como sempre. Os livros são o meu sangue.

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  2. Maria do Rosário,
    Aproveito para devolve-lhe os votos de um BOM ANO. Sou leitora diária do seu blog mas é a primeira vez que me manifesto, talvez por timidez. Julgo que o ANO NOVO é uma boa oportunidade para lhe agradecer todas as suas excelentes sugestões e que, sem dúvida, enriqueceu o espaço cultural da blogosfera.
    Um abraço e cá estarei todos os dias de 2011.
    Cristina

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  3. Obrigada, para si os meus votos de um BOM 2011, por entre sombras e a luz que conseguirmos encontrar dentro de cada um de nós, com muita paz e poesia.

    Abraço!

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  4. Do Coração, iguais votos.

    Muitas Felicidades para 2011!

    Do Japão,
    Luís F. Afonso

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  5. Obrigada. "Reciproco" (não sei se existe como verbo em português, mas é desejo).



    (ah, e gostei dessa de às doze badaladas já estarmos a comer as passas do Algarve - bem dito!)

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  6. Receando, embora, não caber nos 4280 caracteres ainda disponíveis, tenho muito gosto em oferecer a Maria do Rosário um excerto de uma coisa que, a propósito, escrevi há uns 15 anos atrás, e que, se me dá licença, também com muito gosto partilho com os seus leitores:

    PREVISÕES PARA O NOVO ANO, SÓ LÁ PARA FINAIS DE DEZEMBRO...

    No início de cada ano é da praxe fazerem-se previsões sobre o que irá acontecer nos doze meses que se seguem. Conhecer o futuro é verdadeiramente a única coisa que nos falta descobrir. Esta espécie de curiosidade intrínseca à humanidade persegue-nos desde os tempos do nosso pai Adão. O futuro fascina-nos mais do que o presente, ou por outras palavras, o desconhecido desafia-nos e estimula-nos. Este sentido da exploração do incógnito, nos momentos em que foi culturalmente assumido pelas sociedades, deu origem às grandes religiões, às grandes civilizações, às grandes gestas, aos fenómenos culturais que pela positiva e pela negativa dão grandeza à História. Ora aqui está como o futuro é que fez o passado...

    Mas deixemo-nos de filosofias baratas. O certo é que, de uma forma ou de outra, toda a gente pratica este exercício de tentar influenciar o futuro. No primeiro minuto de cada ano, manda a tradição que em cima de uma cadeira se comam doze uvas passas formulando outros tantos íntimos desejos. Os jornais e as televisões, esses pilares da nossa actual civilização mediatizada nos quais os mais crédulos depositam atributos de poder e influência, também pelo ano novo nos reportam as suas previsões, quiçá endereçando nas entrelinhas recados (as uvas passas da política...) a este ou aquele ministro, a este ou aquele líder partidário.

    Estes actos dos nossos costumes são em regra precedidos dos balanços do ano que finda. Porém, os “media” não publicam a tabela de comparação das previsões anteriores com os factos que no fim do ano sempre apresentam em retrospectiva. E o singelo cidadão que a seguir comerá devotadamente as uvas passas, é no último minuto que - enquanto se esforça por tirar a rolha do champanhe e ansioso por celebrar a passagem do ano com a alegria convencional - revê atabalhoadamente e sem rigor as suas grandezas e misérias dos finados doze meses. A vida é complicada, de modo que ele já não se lembra bem de quais foram os desejos que pediu faz um ano. Fica sempre por conferir a real influência das doze uvas no destino, da mesma forma que fica por confirmar o verdadeiro poder dos "media" sobre o futuro. Uma pessoa não sabe em que acreditar.

    Deve ser para compensar esta congénita incerteza quanto ao futuro que muitos se dedicam a precaver-se dele. Alguns, mais obcecados, vivem atemorizados pela ideia do imprevisto e esgotam-se em precauções contra o futuro. Viveu alguns anos junto a nós um casal nosso amigo, vizinhos no mesmo prédio. Eles tinham a despensa sempre a abarrotar, e muito bem arrumada e organizada. "Se há uma guerra, um cataclismo...", era a sua preocupação. Viviam muito para aquilo, a despensa era o centro da casa, o objecto dos maiores cuidados, um verdadeiro culto. A certa altura o marido, embrenhado em computadores, informatizou a despensa. Criou um programa de gestão de stocks. Não saía da prateleira a última latinha de atum sem as existências estarem repostas nos níveis considerados de sobrevivência. As ementas de cada dia eram programadas em função das quantidades em armazém, que o computador indicava estarem muito ou pouco acima desses níveis. Abaixo é que não podiam estar. Se uma vizinha ia pedir emprestado um quilo de açúcar, quem tomava a decisão era o computador. De modo que, para salvaguarda das boas relações, foram programados excedentes desse tipo de coisas que as vizinhas pedem emprestadas. O 25 de Abril estava ainda fresco, havia ainda alguma perturbação, e por vezes faltavam coisas no mercado. Esses eram momentos de glória para o casal que, precavido, exibia na despensa o que os outros não conseguiam comprar. Eles no íntimo deviam desejar, para serem verdadeiramente felizes e realizados, que houvesse de facto uma g

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  7. Cada um de nós deverá procurar ser melhor em 2001 do que foi este ano. É o modo como reagimos ao hoje que nos permite ter um amanhã melhor, e isso, depende sempre em primeiro lugar de cada um nós.
    Se me permite, eu acho que nós é que devemos agradecer pela companhia que nos faz e pelo que aprendemos aqui, consigo e também com os comentários.
    Um excelente 2011 para a MRP e todos os que passam por este blogue.

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  8. Claro que nos manteremos por cá! Afinal, a leitura dos blogues, que acaba por roubar algum tempo às nossas "horas extraordinárias", só faz sentido se com ela aprendermos algo de novo e interessante. É sempre o caso por aqui. Um bom ano de 2011.

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  9. Joao Tomas Castro e Melo1 de janeiro de 2011 às 16:14

    Este blog é bom! - é algo que eu já deveria ter dito há muito tempo, pois ando por aqui todos os dias, e não me canso nunca de cá voltar. Nunca a tinha felicitado anteriormente por sentir uma pontinha de inveja, isto é, por este blog ser seu e não meu... :-))
    Queria dar os parabéns à Maria do Rosário! E desejar-lhe um excelente 2011!

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  10. Mais um ano de horas extraordinárias, algumas delas na sua companhia, que é como quem diz, deste blogue.
    ~CC~

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  11. Por aqui, sempre em 2010 e concerteza em 2011.

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  12. Feliz Ano Novo... e que estejamos sempre rodeadas de bons livros :)

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  13. Continuarei a ler, claro, à espera de encontrar dicas de leitura como as que me levaram a algumas horas extraordinárias no ano que passou.

    Li um pouco mais por sua causa e espero que este ano continue assim. Obrigada e um ano novo muito feliz!

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  14. Obrigada também por ter começado o Horas Extraordinárias :)

    E Um Feliz 2011!



    Gabriela

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